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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Dos lamentos dos pastores, por Marília Dis Savtos

Dos lamentos dos pastores, fartos de trabalhar nestes dias solitários cinzentos e mornos, do crepuscular entre o ouro e o anil e o rubro e o violeta.
 
Desde tempos ancestrais, que os gados são a fonte rendimentos para estas gentes.
 
Este Alentejo das terras escuras, sulcadas e lavradas pelos arados sempre um pouco desidratados, pelo calor, do cair das folhas castanhas, brilhantes e vermelhas ao luar e dos Invernos difíceis de suportar...se cozinhar, para a "missadura" se preparar.
Na ribeira, os choupos e os eixos a esvoaçar, os agriões nos valados a ondular, as amoras negras, nos silvados., os cogumelos da terra a brotar.
 
Os pastores exaustos, de tanto trabalhar, para os fenos e as palhas e forragens guardar, nas medas, para as protegerem do inverno…
Dos lamentos dos pastores, fartos de trabalhar nestes dias solitários cinzentos e mornos, do crepuscular entre o ouro e o anil e o rubro e o violeta.
 
Desde tempos ancestrais, que os gados são a fonte rendimentos para estas gentes.
 
Este Alentejo das terras escuras, sulcadas e lavradas pelos arados sempre um pouco desidratados, pelo calor, do cair das folhas castanhas, brilhantes e vermelhas ao luar e dos invernos difíceis de suportar...

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Era uma manhã estival de Outubro, por Marilia Dis Savtos


· Era uma manhã estival de Outubro.
 
Sai de casa, já o sol doirava a planície.
Depois começou a muginar nos campos, na beira das auto-estradas, as videiras de tons acastanhados e vermelho e muitas outras cores, carregadas de rubros cachos ainda por cortar, as vides pelo ar a esvoaçar…
 
 
 
Ao longo da planície ondulante, prossegui o meu destino, os castelos erguem-se nos cimos dos cabeços, em algumas Vilas e cidades.
 
Ao longe a imensidão das planícies ondulantes, um céu amplo e de um azul imaculado.
No horizonte infinito, erguem-se no topo nas partes mais altas das vilas e cidade, os castelos que parecem sentinelas como é o caso: Montemor-o-Novo, Arraiolos, Estremoz Évora-monte, Évora, Monsaraz, etc...
Estes monumentos, perpetuam durante séculos a nossa identidade, ao longo dos séculos.
 
 
 
Entre Alandroal e Reguengos, podemos visualizar monumentos megalíticos da Pré historia perto de Monsaraz, dólmens, antas e menires e cromeleques (um conjunto de menires).
Monsaraz é uma vila medieval, construída dentro do castelo, (foi conquistada aos mouros) fica perto rio guadiana, o castelo ergue-se no topo de uma colina (como quase todos os castelos).
As casas estão dentro do castelo caiadas de branco, ruelas estreitas de xistos sinuosas.
 
Temos uma praça de toiros, medieval construída em pedra (xisto), e uma vista deslumbrante, sobre o grande lago do Alqueva.
 
O céu, parece unir se ao rio guadiana, uma vista que se estende até ao infinito.
Sentimos uma certa tranquilidade, paisagens pouco humanizadas, parece que regressamos a tempos passados, que retrocedemos na história.

domingo, 22 de março de 2015

Chegou a Primavera, por Marília Dis Savtos


Primavera
Chegou a primavera, os relógios irão avançar, uma hora, a penumbra da noite vai demorar mais a chegar.

A Primavera no Alentejo, ainda a magia é maior, toda planície coberta de mantos de flores, as oliveiras de candeio (floração da oliveira), nas hortas, os laranjais em flor perfumam tudo em redor.


Na Primavera, as plantas começam a desabrolhar, os jardins sorrirem exaustos de tanta beleza....
Ao caminharmos, pelas estradas que serpenteiam por entre os matos, a brisa primaveril, acoita o nosso rosto, as mimosas em flor a baloiçar, as estevas e giestas, tudo em amena sinfonia.

Os pássaros, a cantar lindas canções, o amor anda no ar.


Nos charcos, as rãs a coaxar, é bom ouvir estes sons, no silêncio do campo.
Canta o cuco, canta rola, canta o melro, nos carapetos floridos.

Somos acolhidos, pelas sombras dos chaparros para ouvir estas orquestra.
Nas ribeiras e albufeiras, temos os poejos a hortelã manjerona, as malvas.

Alecrim orégãos os espargos mais nas zonas do mato etc..
A natureza é maravilhosa, consegue nos surpreender, jamais o homem conseguiria, planejar tudo isto.